segunda-feira, 24 de março de 2014

Novas interrogações na política paraibana

Alguns dias atrás, existia no seio da comunidade paraibana uma grande interrogação. Estava no ar a pergunta se o senador Cássio Cunha Lima seria candidato ao governo do estado da Paraíba nas eleições deste ano, rompendo uma aliança iniciada em 2010 com o atual governador Ricardo Coutinho.

Nas ruas, nas praças, nos campos de futebol, nas repartições públicas, nas igrejas, nos bares e em todas as esquinas, a pergunta era uma só: Cássio é candidato?
Hoje, diante dos fatos ocorridos, da postura do próprio senador e seus principais aliados e do clima de fervura estabelecido, parece que esse questionamento não existe mais, pelo menos na dimensão que era antes.
Nas entrevistas, Ricardo Coutinho já compara o seu governo com os anteriores, incluindo o de Cássio, procurando mostrar que fez muito mais.
Por sua vez o ex-governador alfineta dizendo que não trata o cidadão paraibano como um saco de cimento, levando a imagem de um governo mais humanizado.
Este não parece ser um encaminhamento de aliança e tudo indica que os tucanos realmente terão candidato próprio ao Palácio da Redenção. A candidatura cassista seria fato consumado.
Por conta dessa possibilidade iminente, a interrogação anterior perdeu volume e surgiram novas indagações na política paraibana.
Os prefeitos que hoje anunciam adesão e apoio ao governador, manterão o compromisso até o final da campanha?
Com quem ficarão os deputados dos partidos que hoje fazem parte da base governista mas que, historicamente sempre foram mais ligados ao Grupo Cunha Lima?
Numa disputa entre os 3, quem irá para o segundo turno: Ricardo e Veneziano, Ricardo e Cássio, Cássio e Veneziano?
Na hora do voto, o que valerá mais na decisão do eleitorado: as estradas e outras obras de Ricardo Coutinho ou o carisma e a popularidade de Cássio Cunha Lima?
Quem terá o apoio da maioria dos funcionários estaduais?
As perguntas se sucedem e alimentam uma atmosfera de incertezas. Ao que parece, o quadro político na Paraíba, hoje, estaria altamente indefinido.
No alfabeto politiquês das reticências e das vírgulas, ainda não aconteceram as exclamações. O ponto final poderá demorar muito e ser até mesmo doloroso.
Durante um bom tempo continuará soberano o ponto de interrogação, cobrindo a Paraíba de dúvidas e deixando muitos politiqueiros impacientes e cada vez mais inseguros.
Por Simorion Matos

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