quarta-feira, 11 de junho de 2014

Homicídios nas divisas da Paraíba diminuem até 46%

As cidades que fazem divisa da Paraíba com os estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará registraram uma queda que chega a 46% nos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). Os dados são do comandante geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Euller Chaves, que indica que a menor redução registrada nessas regiões foi de 10%. Nenhuma das cidades de divisa da Paraíba está entre os 15 registros de maior violência no estado.
A maior queda foi registrada em Monteiro, que faz divisa com Pernambuco, onde a redução de homicídios em 2013 chegou a 46%. Por isso, a taxa da cidade é uma das menores da Paraíba com 13,5 mortes para cada 100 mil habitantes, perdendo apenas para Cajazeirasx que teve uma redução de mortes de 30% e a taxa de homicídios na cidade é a de 10.4 para cada cem mil habitantes.
Também no Sertão paraibano, a Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social (Seds) conseguiu reduzir em 25% o índice de mortes em 2011. No ano seguinte, houve um aumento no de 12%, mas 2013 voltou a fechar com uma redução de 10%. Em Aroeiras, o índice foi de 33% a menos. Na cidade de Catolé de Rocha o declínio de homicídios chegou a 13%. Na contramão, Picuí teve elevação de 30% nas taxas de mortes em 2013, mantendo uma taxa de 16,3 mortes para cem mil habitantes em uma área total de 3.299 quilômetros quadrados.
A Operação Divisa e a integração entre as polícias civil e militar com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no monitoramento das regiões de fronteira e cidades circunvizinhas são apontadas pelo coronel Euller Chaves como epxlicações para esta redução de homicídios nas localidades. “A leitura dos dados de violência no estado é diária. Há um cenário dinâmico nesse ‘cinturão’ que compreende o mapa da Paraíba nas divisas com os outros estados”, disse.
O coronel Euller Chaves reforçou que, além da redução dos homicídios, as polícias obtiveram outros números que consolidam as estratégias militares em curso. Foram mais de 9 mil armas apreendidas em três anos e o volume de drogas chega a cinco toneladas.
Diante do 'sobe e desce' das estatísticas da violência, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves apontou como o quadro 'perfeito' para alavancar os índices de violência em qualquer região: disseminação do comércio e venda de drogas, impunidade do adulto e imunidade do menor sem ressocialização, fronteiras abertas e o sistema penitenciário que não ressocializa. “Esse é o conjunto perfeito para a elevação da violência em qualquer cidade”, disse.

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