quinta-feira, 10 de julho de 2014

Hospital Patos atende 388 vítimas de acidentes de trânsito em junho; maioria motos

O número de vítimas de acidentes no trânsito ainda é uma das maiores preocupações dos órgãos de segurança, bem como para a rede pública de saúde. Mesmo com campanhas preventivas, o não respeito às dicas de segurança, à legislação vigente vem causando muitas sequelas na sociedade, especialmente na faixa etária jovem.
Um termômetro do elevado índice de acidentes no Sertão paraibano tem sido o Hospital Regional de Patos Dep. Janduhy Carneiro, que atende pacientes de aproximadamente 90 municípios, inclusive dos estados vizinhos Pernambuco e Rio Grande do Norte. Apenas no mês passado, junho, 388 pessoas deram entrada na urgência do Regional vítimas de acidente de trânsito, a maioria motociclistas. A cidade de Patos, com mais de 20 mil motos em circulação, o que dá uma média de quase uma motocicleta para cada cinco habitantes, lidera nas estatísticas de vítimas com 199 atendimentos desta cidade. Na sequência aparece Teixeira com 14, Desterro com 11 e São José do Bonfim com 10, como maiores índices de acidentados no trânsito que passaram pela urgência do Janduhy Carneiro.
A diretora do Hospital Regional de Patos, Higia Lucena, lamentou esses números e enfatizou ser preciso intensificação da educação no trânsito, maior conscientização, trabalho que deve chegar às escolas, preparando crianças e jovens para enfrentar o trânsito com mais responsabilidade. “É muito triste ver a angústia, não apenas do acidentado, mas de toda sua família, amigos. A maioria dos acidentes ocorre por falta de cuidados, de direção defensiva, de respeito às leis de trânsito. Então precisamos mobilizar a sociedade para trabalhar esse problema de forma mais acentuada, com a participação das escolas, clubes de serviços, igrejas. A saúde pública envolve todos nós”, comentou Higia.
Assessoria

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1 comentários:

Francisco Sobrinho disse...

Enquanto os ciclistas não tomarem consciência da maneira como se arriscam,não haveria tantos acidentes como há, e não é em um só lugar isso e geral.Todos os acidentes que fossem constatados por nigligencia quem deveria assumir os gastos teria que ser o próprio. E não jogar na folha de pagamento do SUS.Calcula-se quanto é gasto com isto em todo o país?