sexta-feira, 1 de agosto de 2014

RC e Cássio protagonizam debate, onde direitos de resposta deram o tom

O debate realizado pela TV Master na noite desta quinta-feira (31), em João Pessoa, onde os seis candidatos ao governo do estado tiveram a primeira oportunidade de apresentar suas propostas foi marcado por trocas de acusações e direitos de resposta onde o governador e candidato a reeleição, Ricardo Coutinho (PSB), foi alvo constantes críticas, sendo chamado de desumano em pelo menos três ocasiões.
Cássio Cunha Lima (PSDB) e Ricardo Coutinho dividiram as atenções no debate e inclusive os pedidos de Direito de Resposta, que consumiram boa parte do tempo do debate.
Quem abriu o confronto de ideias, após um sorteio, foi o candidato, Major Fábio (PROS), que afirmou estar representando a "indignação do povo". Já o candidato à reeleição, Ricardo Coutinho (PSB), disse que estava feliz por ser candidato sem ter que fazer peripécias e afirmou ter quebrado paradigmas.
O candidato, Antônio Radical (PSTU), afirmou que era candidato para enfrentar os grupos sempre representados pelos mesmos partidos.
Para o tucano, Cássio Cunha Lima, o momento é de "fazer um governo novo". "Aprendi com os erros e sofrimentos pessoais e quero tirar a Paraíba do retrocesso que vive, sem ódio e sem rancor".
O peemedebista Vital do Rego disse que vai romper com o atraso, assim como o candidato do PSOL, Tarcio Teixeira, que disse ter várias criticas sobre o "sistema político".
Ricardo foi acusado, logo na abertura do debate, de "estelionato eleitoral" por Radical, quando disse na eleição passada que reduziria a criminalidade em três meses. O candidato do PSTU, inclusive sugeriu a população que acesse o youtube para ver as promessas do governador nas últimas eleições. Já o socialista afirmou ter investido na valorização dos policiais e reiterou que sua gestão conseguiu reduzir o número de homicídios, ao contrário, segundo ele, das anteriores.
Em um dos momentos mais polêmicos do debate, Ricardo comentou que o seu adversário, Cássio Cunha Lima, não teria comprado nenhum ônibus escolar no seu governo, mesmo após um acidente que vitimou alunos. Já Cássio disse que o governador estava usando a morte de crianças para fazer uso eleitoral.
Como proposta para segurança, o peemedebista Vital do Rego defendeu uma segurança enérgica e Cássio defendeu o reestabelecimento do diálogo com a tropa.
Uma proposta ousada foi a do senador Vital que chegou a citar como solução a contratação de soldados temporários.
O candidato do PSOL, Tarcio Teixeira, defendeu que o turismo busque atender primeiro o paraibano e afirmou que a lógica do setor precisa ser invertida.
Já o Major Fábio condenou a privatização da Saúde no Hospital de Trauma, afirmando que: "Essa história de apresentar número não é suficiente, já que não é esta a sensação do povo". Fábio inclusive questionou Radical sobre o pagamento do piso dos professores na Paraíba e Radical fez várias críticas a atual gestão, acusando Ricardo de ter inchado a máquina com prestadores de serviço.
Em seu primeiro direito de resposta, Ricardo aproveitou para prometer passe livre para os estudantes do nível médio e disse que pretende dobrar o piso dos professores.
Nos demais blocos as acusações entre Cássio e Ricardo só cresceram, onde o tucano destacou as acusações de corrupção no Hospital de Trauma, já Ricardo disse que toda esta acusação é fruto de um relatório que vazou e que hoje o trauma duplicou cirurgias e gasta menos. Sobre abastecimento de água, Cássio lembrou ter construído adutoras, inclusive em João pessoa e acusou Ricardo de não ter concluído muitas destas obras. O tucano disse ainda ter dobrado a rede coletora do estado.
Vital do Rego defendeu o Porto de águas profundas e acusou o candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos de ser contra o porto de Cabedelo, sendo questionado frontalmente pelo governador, Ricardo Coutinho, que citou vários avanços no Porto do estado.
Números do analfabetismo, fornecimento de água, geração de emprego acabaram ficando em segundo plano e os pedidos de direito de resposta e ataques pessoais continuaram até o último bloco, onde Ricardo afirma ter construído mais estradas que Cássio, enquanto que o tucano esclareceu que as obras do PSB só ocorreram por terem sido "planejadas, licitadas e com recursos captados" em sua gestão. No último bloco, os candidatos fizeram suas considerações finais, onde Radical lembrou a greve dos trabalhadores da CAGEPA, que já dura mais de 30 dias.
ClickPb

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