segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Após dizimar plantações de palmas no Sertão e Cariri, cochonilha do carmim chega ao Agreste

A praga conhecida como cochonilha do carmim que dizimou plantações inteiras de palmas no Cariri e Sertão da Paraíba, agora chegou ao Agreste do Estado, e atingiu as plantações inteiras.
Em Areal, os produtores estão pulverizando as plantações para combater a praga e evitar maiores prejuízos.O biólogo Felipe Teodoro conta que muitos produtores da região compraram a palma em outros estados contaminada com a praga sem saber. Ao plantar as raquetes infetada, eles terminam contribuindo para o avanço da cochonilha.
Rapidamente, a praga se espalha para outros campos comprometendo toda a economia da região.A praga já devastou cerca de 150 mil hectares de palma forrageira e o prejuízo chega a quase R$ 500 milhões a 10 mil produtores rurais de 54 municípios da Paraíba, principalmente na região do Sertão, Cariri segundo a Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa).
De acordo com a Emepa, cerca de 70% da palma produzida na Paraíba estão concentradas no Cariri e Curimataú e para combatê-la, a medida é a substituição da palma tradicional pelo plantio de uma resistente ao ataque do inseto.
Em cidades como Queimadas, Montadas, Soledade, e Gurjão, a cochonilha devastou boa parte do plantio.O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Mário Borba, revela que é preciso saber conviver com a praga nesse período de transição, mas também usar a tecnologia existente para melhorar a produtividade.
A cochonilha do carmim é um inseto que suga a seiva das plantas, podendo também introduzir nelas vírus ou toxinas que as deixam amarelas e murchas. Desta forma, o inseto pode destruir uma plantação inteira de palma forrageira dentro de poucos meses, caso não seja combatida rapidamente.
G1PB

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