segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Retrato do Brasil: Cidades paraibanas poluem os rios

“A escassez de água, a ineficiência dos poderes públicos (federal, estadual e municipal) com a manutenção e conservação dos mananciais e a provável recarga destes corpos d’água, através da transposição das águas do Rio São Francisco, trazem grandes preocupações com o futuro hídrico do Estado da Paraíba”, diz trecho do relatório ‘Pacto pela nova governança – um retrato do Brasil’, uma contribuição dos tribunais de contas do País aos governantes eleitos, divulgado na semana passada.
O documento aponta a poluição de mananciais por esgotos e agrotóxicos; a degradação por atividades humanas (pesca, lazer e desmatamento), o roubo de água e, sobretudo, o descaso e a falta de fiscalização. O relatório também faz um alerta: o assoreamento do Rio Piranhas pode causar inundações nas várzeas de Souza, quando as águas do Velho Chico chegarem.
De acordo com o relatório, no que tange à disponibilidade hídrica, o Brasil encontra-se em posição privilegiada frente outros países do mundo. Contudo, o volume de água disponível varia bastante entre as regiões, estando o semiárido nordestino, onde se localiza o Perímetro Irrigado das Várzeas de Sousa, caracterizado por baixos índices pluviométricos. Por tal razão, a irrigação tem se mostrado uma tecnologia indispensável à implantação de uma agricultura moderna nesta região.
Segundo a publicação, em virtude da crescente pressão da expansão urbana, fica claro o alto grau de degradação das áreas marginais dos reservatórios, que deveriam, segundo a legislação, devem ser tratadas como áreas de preservação permanentes (APP). “A partir do diagnóstico da situação e do levantamento das atribuições dos órgãos envolvidos, criou-se o relatório visando contribuir com sugestões de providências que venham a modificar o cenário e prevenir futuras consequências negativas para o meio ambiente e a sociedade”, diz o documento.

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