quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Opinião: SOS MUNICÍPIOS

O ano de 2015 mal começou e a definição de que este será um ano complicado já está fixada. A complicação vem com base no debate econômico em que especialistas e não especialistas veem 2015, um ano no vermelho, em que altos juros impedirão a folga no bolso dos trabalhadores.
Os pequenos municípios e suas dependências de administração municipal terão um ano apertado e com visão de economia e corte nos gastos para evitar um desequilíbrio nos serviços essenciais que precisam ser mantidos.
O primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) deste ano foi de R$ 2 bilhões 198 milhões 956 mil e 058 reais, sendo 28% menor que o primeiro repasse do Fundo feito em dezembro de 2014, em valores brutos e nominais.
Em relação ao primeiro FPM de janeiro do ano passado, o Fundo apresenta redução de 31,5% em termos reais. Enquanto o primeiro repasse do ano de 2014 foi de R$ 4 bilhões em valores brutos, o desse ano está em pouco mais de R$ 2,7 bilhões. Cenário causado pela baixa arrecadação registrada por conta das vendas fracas de fim de ano.
Claro que os rombos da corrupção refletem nessa questão. O país está no vermelho e os motivos todos reconhecem. O fato é que essa redução é muito significativa e os prefeitos devem controlar suas contas para não terem ainda mais problemas financeiros.
Os cortes de despesas do governo federal terão impacto nos entes federados, principalmente nos Municípios.Aqueles que sobrevivem exclusivamente dos repasses então, terão sérios problemas e deverão buscar uma solução nas arrecadações, com a ajuda do cidadão contribuinte, que acaba ‘pagando o pato’ no final das contas.
Com o corte do governo federal, as emendas parlamentares e recursos pleiteados pelos congressistas para suas bases eleitorais que tem destino para as suas respectivas regiões e que são investidos, normalmente, em obras nos Municípios, ficarão impedidas.
Com isso haverá mal estar nos corredores da política, porque em 2015 os apadrinhamentos políticos não funcionarão como antes. Por fim, a advertência é de que em 2015 sérios problemas financeiros os Municípios passarão.
Por isso, mais do que nunca, o planejamento e moderação nos gastos, serão necessários, pois, o fraco crescimento econômico vai afetar também as receitas próprias dos municípios.
Por Sabrina Barbosa.

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