terça-feira, 16 de junho de 2015

Violência contra bancos na PB já somam 71 casos

Paraíba teve 71 casos de violência contra bancos neste ano, até a última sexta-feira (5). Os dados são do Mapa da Violência contra Bancos na Paraíba em 2015, divulgado pelo Sindicato dos Bancários. O número de casos aumentou 26,7% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram registradas 56 ocorrências. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Marcos Henriques, os dados são alarmantes. “Os bancos tratam segurança como despesa e não como investimento. A gente tenta negociar, mas os bancos investem muito pouco, cerca de 5% do lucro, em segurança”, declarou. A Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds) informou que os Núcleos de Inteligência das Polícias Civil e Militar da Paraíba vêm realizando um trabalho intenso para identificar os ladrões de bancos que atuam no estado.
O 71º caso do ano aconteceu na manhã da sexta-feira (5) no município de Caaporã, Litoral Sul paraibano. O posto de atendimento de um banco particular foi alvo de explosão durante a madrugada. De acordo com a Polícia Militar, um grupo de pessoas em cerca de três carros teria atuado na ação. Apesar da explosão, os assaltantes não conseguiram levar o dinheiro do caixa eletrônico do local.
Ainda de acordo com o documento, a ocorrência mais comum é a explosão a banco. Foram 33 casos este ano. Em seguida, aparece o arrombamento, com 17 casos, saidinha de banco (12), tentativa de arrombamento (6), e assalto (3).
Os bancos particulares foram os mais atingidos, de acordo com o levantamento. Foram 51 casos de violência em que os bancos particulares foram os alvos contra 20 casos em bancos públicos.
De acordo com a Febraban, além da população, os prejuízos decorrentes das explosões afetam igualmente as instituições financeiras, “que precisam reformar o local onde ocorreu a explosão, e repor os equipamentos danificados, sem reaproveitamento de peças ou maquinário”. A federação explicou que, além de cerca de R$ 9 bilhões em investimentos, os bancos adotaram ao longo de uma década uma série de medidas preventivas para contribuir com a redução dos assaltos. Porém, a criminalidade migrou para meios mais violentos como explosões de caixas eletrônicos. A nota ainda informa que a Febraban mantém reuniões com órgãos das Polícias Civil, Militar e Federal e do Exército para a identificação e prisão dos arrombadores e que “os bancos investem constantemente em tecnologia e outras formas para aperfeiçoar seus mecanismos de segurança”.

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