quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Cagepa automatiza sistema de abastecimento de água em Tavares

Em tempos onde cada gota de água é preciosa, a tecnologia pode dar uma mãozinha para conter o desperdício. A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) concluiu mais um projeto de automação; dessa vez, no sistema de abastecimento do município de Tavares, no Sertão do Estado. Além da economia de água, outros benefícios vieram como consequência: em menos de um mês de implantação, a Cagepa registrou uma redução de 48% nas horas extras dos funcionários e 5% no consumo de energia elétrica.
A implantação de sistemas controlados remotamente está nas pautas de planejamento da Cagepa desde 2010 e, este ano, está entre as prioridades da companhia. A ideia é, por meio de um sistema digitalizado, fazer com que o operador acione os conjuntos motobomba e programe o controle do nível do reservatório, evitando as perdas de extravazamento e o bombeamento desnecessário.
E se no Sertão o que não falta é céu aberto, até isso está sendo aproveitado: o painel de transmissão de nível é alimentado com energia solar, economizando energia elétrica.
De acordo com o subgerente de Automação de Sistemas, Bruno Borba, os equipamentos foram cedidos pela Regional da Borborema. A Gerência de Desenvolvimento Tecnológico e Automação (Geta) da Cagepa ficou à frente de todas as etapas do processo, desde o levantamento técnico até a implantação da medida, com visitas ao local, testes do equipamento e treinamento dos operadores. A Cagepa investiu mais de R$ 17 mil no projeto, uma aplicação com retorno certo, tendo em vista a economia de horas extras e de energia elétrica.
A um botão de distância
Antes da automação, o agente de manutenção João Paulo Genésio tinha que se deslocar de madrugada para a Estação Elevatória de Tavares para poder desligar o bombeamento. Rotina cansativa para o funcionário e com consequências negativas para a companhia. Agora, João Paulo não esconde a satisfação com o novo sistema. À primeira vista, o painel da unidade terminal remota, com botões e displays, intimida. Mas, já capacitado pela equipe da Geta da Cagepa, o operador manuseia facilmente o equipamento e, de quebra, não precisa trabalhar além da sua carga horária.
O subgerente de Pesquisa em Tecnologia Aplicada, Altamar Cardoso, explica que a régua de medição dos reservatórios, em breve, ficará obsoleta. Com a automação de sistemas, a marcação pintada será substituída pela régua digital, que indicam os níveis de forma precisa e na própria ETA.
ASSESSORIA CAGEPA

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