segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Mais de 60 cidades na Paraíba enfrentam racionamento de água

Um total de 62 cidades paraibanas enfrenta racionamento no fornecimento de água, de acordo com dados da Cagepa. Além disso, outros 35 estão em situação de alerta e 29 já entraram em colapso, segundo o órgão, que abastece 197 das 223 cidades da Paraíba. No outro extremo deste quadro, o litoral do estado tem reservatórios com um volume de água que chega perto dos 100% da capacidade, o que faz com que os municípios paraibanos enfrentem situações bem distintas em relação ao abastecimento.
Os mananciais de Marés e Gramame/Mamuaba (que atendem a região da Grande João Pessoa e Litoral); Coremas e Mãe d‘água (que atendem a região do Cariri e do Sertão) e Boqueirão (responsável pelo abastecimento de Campina Grandee mais 18 cidades) são os principais do estado e passam por situaçõs distintas. Ao todo, a Aesa monitora 103 reservatórios de água em todo o estado. Coremas e Mãe d‘água
Os reservatórios de Coremas e Mãe d‘água estão localizados no município de Coremas, no Sertão da Paraíba, e, segundo a Cagepa, juntos são responsáveiss por abastecer as cidades de Cajazeirinhas, São Bentinho, Condado, Malta, São Jose Dos Pinharas, Patos, Cacimba De Areia, Quixaba, São Mamede, Várzea, São José do Sabugi, Santa Luzia, Passagem, Areia De Baraúnas, Salgadinho, Assunção, Pombal, Paulista, São Bento, Brejo Do Cruz e Catolé Do Rocha.
Atualmente, segundo balanço da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), os reservatórios estão com 16,8% (Coremas) e 20,1% (Mãe d‘água) de sua capacidade, o que representa 99.352.754 m³ e 114.102.886 m³ de água, respectivamente. A capacidade do manancial de Coremas é de 591.646.222 m³ de água e o de Mãe d‘água 567.999.136 m³ de água. Cada 1m³ é equivalente a mil litros de água.
De acordo com o gerente de monitoramento da Aesa, Alexandre Magno, a situação ainda pode ficar pior nestes mananciais porque, segundo ele, o período de chuvas da região já passou e a perspectiva é de estiagem até o fim do ano. “Nesta região as chuvas só são esperadas novamente para o mês de dezembro. Até lá, tem que se segurar com o que tem. A menos que aconteça algo fora do previsto, mas a previsão é de estiagem”, explicou.

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