quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Servidores de universidades e prefeitos fazem manifestações em Brasília

Servidores técnico-administrativos de 61 universidades públicas brasileiras iniciaram hoje (5) dois dias de manifestações na Esplanada dos Ministérios. Eles pedem que o governo federal revise os cortes orçamentários aplicados às universidades e que reajuste em 27% os salários, de forma a compensar as recentes perdas salariais. De acordo com líderes do movimento, a pauta de reivindicações inclui ainda a realização de concursos públicos para que as universidades deem conta da expansão pela qual têm passado nos últimos anos.
Segundo o coordenador geral da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), Rogério Marzola, o governo tem feito propostas aquém das expectativas dos servidores.
“Eles apresentaram uma proposta de apenas 21% de aumento salarial a ser aplicado nos próximos quatro anos. Isso é insuficiente, do nosso ponto de vista, porque, só com as perdas salariais, já contabilizamos uma desvalorização de 27% dos nossos salários”, disse Marzola, momentos antes de os manifestantes se deslocarem até o Ministério da Educação, onde ficarão em vigília até a meia-noite.
Ao longo do dia, está prevista uma série de debates e de eventos culturais no acampamento que, segundo ele, deverá receber cerca de 2 mil pessoas. Amanhã (6), o movimento se juntará a uma manifestação mais ampla, abrangendo outras categorias do serviço público federal.
Para o sindicalista, o corte no orçamento das universidades vai piorar ainda mais a situação das instituições de ensino público. “Funcionários terceirizados já foram demitidos, o que tem precarizado ainda mais áreas como as de limpeza e de segurança”. Marzola informou que as universidades estão mobilizadas desde o dia 28 de maio. “Nem a matrícula dos alunos está sendo feita.”
Ele acrescentou que estão em Brasília caravanas vindas de diversas partes do país, inclusive de localidades como os estados do Pará e Amapá. “Muitos deles passaram mais de três dias na estrada para participar das manifestações. Isso mostra a vontade e a força política de nossa greve”, destacou o coordenador da Fasubra.

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