sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Coluna Olho Vivo. Por Simorion Matos

O PACOTÃO DE DILMA
A expectativa da população brasileira é como o Congresso Nacional se comportará em relação ao pacotão de medidas anunciado pela presidenta Dilma. Aumento de impostos, corte de direitos, arrocho salarial, fazem parte do cardápio que o governo pretende servir ao povo brasileiro.
Se os parlamentares aprovarem as medidas, entre elas a volta da CPMF reajustada, estará provada a total incapacidade da sociedade perante os seus representantes políticos.
SEGURANÇA DISCUTIDA
Bastante providencial a ação da Câmara Municipal de Monteiro convocando as lideranças e a população para uma audiência pública sobre a segurança na região, no dia 22 próximo.
A violência tem atingido proporções alarmantes no Cariri e como cidade mais populosa da região, Monteiro registra assaltos, roubos e homicídios quase que diariamente.
A audiência pública não resolve o problema, mas serve como fórum para discutir a questão e sugerir medidas de combate.
NOVO PRAZO
Sendo confirmadas as regras eleitorais já aprovadas pela Câmara dos Deputados e aguardando sanção presidencial, os pretensos candidatos terão mais 6 meses de fôlego para as definições partidárias. Pelas normas vigentes atualmente, o prazo para filiações se esgotaria no final de setembro, mas com as novas medidas esse prazo poderá ser estendido até o final de março.
E haja moído!
TRANSPOSIÇÃO A PASSOS DE TARTARUGA
Ninguém se engane com a mídia governamental criando uma falsa expectativa sobre o prazo de entrega das obras da transposição do rio São Francisco. A paisagem no trecho entre Sertânia (PE) e Monteiro é até animadora. Mas, quem como eu, percorre semanalmente o trecho no sentido Custódia/Floresta, fica desanimado com os serviços paralisados ou tremendamente atrasados. Pelo andar da carruagem, a transposição é obra para mais 10 anos. Isto, numa previsão otimista.
UMAS & OUTRAS
A Padroeira do meu tempo
Que os modernos usuários do internético hi fi e do zap zap não entendam como crise de saudosismo mas, comparando a atual festa da padroeira de Monteiro, encerrada esta semana, com as que vivenciamos nos anos 70 e 80, sou muito mais o modelo da minha juventude.
Calma, gente. Permitam-me sentir saudade. Era muito gostoso o passeio na Praça João Pessoa, entre as barracas de jogos e guloseimas. O bingo de Donato. O jogo caipira de Nilo Mão Mole e a roleta de Manoel Cara de Onça.
Em vez do industrializado Milk Shake e dos Hamburgueres de hoje, nos deliciávamos com o pirulito de Mãe Teté, o bolo de caco, o chouriço de Dona Celeste e de Dona Zélia, o rolete de cana de Seu Paulino e a beira seca de Dona Severina.
O Parque Lima e o Parque Trianon com suas rodas gigantes e mensagens sonoras para os namorados.
No pavilhão as famílias se confraternizando. Arrematação, Leilão, Shows, Seresta, o Correio do Amor e a disputa acirrada entre os cordões Azul e Encarnado, para a escolha da rainha da festa.
Tempo de pureza. Quando os humanos eram menos artificiais. E mais humanos.
Por Simorion Matos

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