quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Custos da produção rural aumentam 40% por causa da seca na Paraíba

Os custos da produção na agricultura e na agropecuária na Paraíba subiram 40% em 2015 por causa da falta de água. O dado faz parte de um levantamento da Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Paraíba (Fetag-PB), que também revelam que os gastos com a compra de água por meio de carro-pipa e o prejuízo na perda de produção são os principais fatores para o aumento dos custos.
Praticamente 100% dos agricultores da Paraíba relataram prejuízos, segundo a Fetag. "Os prejuízos são muitos. Praticamente 100% das lavouras no semiárido paraibano foram atingidas, assim como a agropecuária. Principalmente o rebanho bovino teve uma mortandade de quase 40%, num total de aproximadamente um milhão e trezentas mil cabeças de gado bovino e bubalino", explicou o técnico agrícola do órgão, Ivanildo Pereira.
Mas não é apenas a seca deste ano que prejudica os produtores. Ainda de acordo com a Fetag, ao longo dos anos, a seca provocou a redução na quantidade dos animais nas propriedades. Muitos produtores perderam os rebanhos ou venderam a preço baixo para que o prejuízo não fosse maior.
De acordo com os dados oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa de produção de grãos na Paraíba no mês de agosto de 2015 é quase 50% menor que o produzido no mesmo período em 2014, quando 58 mil toneladas de grãos foram produzidos no estado.
Atualmente, a Paraíba tem 15 açudes com 0% do volume, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do estado (Aesa). Eles estão localizados em Algodão de Jandaíra,Barra de São Miguel, Picuí, São João do Rio do Peixe, Desterro, Monteiro, Taperoá e Princesa Isabel.
Até o mês de outubro a previsão de chuvas não é das melhores, segundo a meteorologista da Aesa Marle Bandeira. "Realmente, poucas chuvas devem ocorrer, principalmente nas regiões do Cariri, Curimataú e Sertão. No Brejo e Litoral, chuvas podem ser esperadas, mas serão espaçadas", explicou.

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