segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Ubam quer prorrogação dos mandatos de prefeitos e eleições gerais em 2018

A entidade garante que vai iniciar movimento no congresso nacional para tentar barrar o processo sucessório deste ano, devido o momento de extrema crise política e econômica que vive o país, prejudicando a vida dos brasileiros. Para a UBAM, o Brasil não aguenta mais tanto gasto.
Classificando como um grande “equívoco” a realização de um processo eleitoral num ano de extrema crise que o país está enfrentando, o presidente da União Brasileira de Municípios (Ubam), Leonardo Santana, disse que vai ingressar com uma proposta emergencial, através da bancada municipalista no congresso nacional, com o objetivo de barrar a realização das eleições municipais.
O dirigente municipalista garantiu que a Ubam foi à única entidade de municípios que levantou essa bandeira, desde o início dos mandatos atuais, tendo a preocupação com a quebradeira que paira sobre 90% das 5.568 prefeituras do país, devido, segundo ele, a falência do pacto federativo, a incoerência do governo da União, que há 12 anos vem promovendo um verdadeiro desfalque nas contas dos menores entes da federação.
Leonardo criticou o projeto da reforma política e a atuação do congresso que, segundo ele, só não tem a cara do federalismo. Ele destacou a importância de se promover um processo de eleições gerais para acontecer em 2018, sendo necessária a prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores, para que se possam evitar erros graves que começam nos gastos exorbitantes e no desmantelamento da máquina pública com as improbidades que são cometidas durante cada processo eleitoral.
Segundo o presidente da Ubam, o gasto estimado com as eleições deste ano pode ultrapassar R$ 2 bilhões, recursos que deveriam ser gastos com a saúde falida do país e o combate à pobreza que se alastra mais ainda com a crise que se projeta para a maior dos últimos 50 anos.

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