segunda-feira, 14 de março de 2016

Liberdade de manifestação deve ser respeitada, diz Palácio do Planalto

O Palácio do Planalto divulgou nota à imprensa na noite deste domingo (13), dia que reuniu milhares de pessoas em manifestações por todo o país contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, informando que a “liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser respeitada”. “O caráter pacífico das manifestações ocorridas neste domingo demonstra a maturidade de um país que sabe conviver com opiniões divergentes e sabe garantir o respeito às suas leis e às instituições”, acrescentou a Presidência da República.
Neste domingo, a presidente Dilma Rousseff recebeu, no Palácio da Alvorada, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, e o ministro da Defesa, Aldo Rebelo. As autoridades foram vistas ingressando na residência oficial da presidente da República, a partir das 15h, assim como a deputada Luciana Santos (PCdoB-PE).
A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não soube informar o que foi discutido com os ministros e com a deputada. Se limitou a dizer que não tem informação sobre quais pessoas estariam com Dilma Rousseff e nem qual a razão para a presidente recebê-las.
Nas manifestações deste domingo, a Polícia Militar contou 3 milhões de pessoas nas ruas do país e os organizadores, 6,4 milhões.Foi o maior protesto nacional contra o governo Dilma.
O maior número de participantes, até então, havia sido registrado no protesto de 15 de março do ano passado: 2,4 milhões, segundo a PM, e 3 milhões pelos dados dos organizadores.
As manifestações foram pacíficas, com poucos incidentes isolados em algumas cidades. Grande parte dos manifestantes vestia verde e amarelo e levava cartazes contra a corrupção, o governo federal e o PT.
Além de pedirem a saída de Dilma, várias pessoas protestaram contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lembraram que, na semana passada, o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do líder petista. Outro nome citado nos atos, mas de maneira positiva, foi o do juiz da Operação Lava Jato. Sérgio Moro foi exaltado em faixas em diversas cidades brasileiras.
O juiz da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal em Curitiba, Sérgio Moro, disse neste domingo ter ficado “tocado” com as homenagens que recebeu nas manifestações realizadas em várias cidades do país, que ele traduziu como mensagem de apoio às investigações da Operação Lava-Jato.
Sem citar investigados da operação, Moro disse considerar “importante que autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas” e “se comprometam com o combate à corrupção”.

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