terça-feira, 1 de março de 2016

Vigésima terceira fase da Lava Jato derrubou José Eduardo Cardozo

A prisão do marqueteiro, amigo e conselheiro João Santana desencadeou uma série de fatos que provocou a saída de José Eduardo Cardozo do cargo de ministro da Justiça. Primeiro, o ex-presidente Lula foi muito duro com Dilma, exigindo a cabeça dele pela enésima vez. E pesaram principalmente os gritos e palavrões da presidente, tão logo ela soube da 23ª fase da Operação Lava Jato.
A prisão de João Santana fez Dilma e sobretudo Lula terem a certeza de que não estão blindados da investigação na Lava Jato. Para exigir a cabeça de José Eduardo Cardozo, Lula alegou o que deveria merecer elogios: o ministro “não controlava” a Polícia Federal.
Enquanto pressionava Dilma para demitir o ministro da Justiça, Lula liberava facções “lulistas” a articular o isolamento de Dilma no PT. A pressão contra Cardozo e os ataques nos bastidores do PT fizeram Dilma arrumar a viagem ao Chile, para evitar o aniversário do PT.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), decidiu entregar o cargo à presidente Dilma Rousseff. Criticado por petistas devido ao desenrolar da Operação Lava Jato, Cardozo tem sido cobrado por colegas de partido e pelo ex-presidente Lula por não controlar a Polícia Federal.
O ministro não compareceu à festa de 36 anos do PT, no último sábado. Na ocasião, Lula atacou a PF, órgão ligado ao Ministério da Justiça.Em outubro do ano passado, a PF fez busca e apreensão no escritório da LFT Marketing Esportivo, de Luis Cláudio Lula da Silva, filho de Lula. Luis Cláudio é um dos alvos da Operação Zelotes, que apura esquema de venda de medidas provisórias e pagamento de propina no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda.
O ministro também é questionado por petistas pelos sucessivos vazamentos das delações premiadas da Operação Lava Jato. Na semana passada, novas críticas foram detonadas após a prisão do publicitário João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, que trabalharam nas campanhas presidenciais de Lula, em 2006, e de Dilma, em 2010 e 2014. As prisões fizeram parte da 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé.

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