segunda-feira, 16 de maio de 2016

Vacina contra H1N1 assusta e há quem não a tome; Saúde garante segurança

O medo de tomar a vacina conta a influenza A, que protege contra o vírus H1N1, ou a desconfiança de que o produto não ofereça proteção eficaz vem fazendo com que diversas pessoas não se imunizem durante a campanha nacional de vacinação.
O gerente de Vigilância Epidemiológica de João Pessoa, Daniel Araújo, contou que a vacina é segura e deve ser tomada por todas as pessoas que estão no grupo de risco da campanha. “O medo que o pessoal tem é da agulha. A vacina é segura, não passou por nenhuma alteração de composição e, inclusive, é a mesma que foi utilizada na campanha do ano passado. Quem se imunizou no ano passado pode ficar tranquilo e se imunizar mais uma vez”, afirmou Daniel.
Ainda de acordo com Daniel, a vacina só é contraindicada para as pessoas com alergia à proteína do ovo ou que já tenham sofrido reações extremas após vacinação. Com relação a casos de reação da vacina, só considera uma reação quando a pessoa apresenta algum caso severo, sendo comprovado por exame.
Pessoas com dores no músculo onde a vacina foi aplicada ou que apresentem febre não devem ter medo, isso não é uma reação causada pela vacina; essas pessoas podem continuar recebendo as doses anuais que são disponibilizadas. Alerta a SES.
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos.
Conforme o Ministério, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
A vacinação ocorre nos grupos de risco, que são: crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram bebês nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além das pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independe da idade.
Os sintomas da gripe A, causada pelo vírus H1N1, são comuns a de uma gripe comum, como febre repentina que supera os 38° C; tosse intensa; dor de cabeça constante; dor nas articulações e nos músculos; falta de apetite; calafrios frequentes; nariz entupido, espirros e falta de ar; náuseas e vômitos; diarreia; e mal estar geral. A gripe é transmitida pelo contato com pessoas doentes e pode causar complicações como pneumonia, se não for tratada adequadamente.
A mudança climática no país e a chegada do período chuvoso reforçam o alerta para as viroses, mas, sobretudo, para a gripe H1N1. Na Paraíba, a Secretaria Estadual de Saúde revelou que 14 pessoas faleceram com suspeita de contaminação com o vírus, sendo oito casos confirmados. SB = Além disso, foram notificados 118 casos da doença no estado, com 11 confirmações e 14 casos descartados.//

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