segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Oposição denuncia que Prefeito de Água Branca gasta dinheiro dos professores com asfalto e faz população se revoltar

Prestes a entregar a administração do município ao seu sucessor, o atual prefeito de Água Branca, Tarcísio Firmino, recebeuR$ 2.119.837,81 (Dois Milhões, Cento e Dezenove Mil, Oito Centos e Trinta e Sete e Oitenta e Um Centavos)provenientes de precatórios do FUNDEB. O recurso deveria ter sido aplicado na gestão da educação e principalmente ser rateado entre os professores já que tal recurso lhes pertence de pleno direito.
No entanto, o dinheiro foi desviado pelo prefeito e aplicado em uma obra de última hora e sem planejamento nas principais ruas da cidade. Ele contratou a empresa Cedro Engenharia e mandou asfaltar as ruas e avenidas centrais. Esse fato gerou revolta no município, pois apesar do asfalto ser importante, existem demandas mais urgentes na localidade. Além de que, o sonho dos professores de receber esse recurso e organizarem suas vidas, agora virou um verdadeiro pesadelo.
“Os remédios da minha mãe no asfalto, os exames que minha mãe poderia fazer no asfalto, os móveis da casa da minha mãe no asfalto, a não primeira mensalidade paga de um curso que eu poderia fazer no asfalto, o meu não futuro novo celular no asfalto, uma parte de um novo lava-jato do meu tio no asfalto, e lá se foi o dinheiro de minha mãe nesse asfalto”, foi como se manifestou a jovem Ana Luíza em um aplicativo da internet.
A verba foi creditada em uma das contas da Prefeitura de Água Branca no dia 13 de dezembro e 60 % deveria ter ser rateado entre os professores que lecionaram do ano de 2003 a 2006. Já 40 % deveria ter sido aplicado na gestão da educação.
Um grupo de professores procurou a Câmara de Vereadores para pedir ajuda. Mas a resposta que receberam foi que não tinha mais jeito pois o dinheiro já havia sido gasto.
Outra situação que aumenta o grau de revolta das pessoas é que a empresa Cedro Engenharia é totalmente desconhecida no mercado e não se tem informações ao seu respeito. Não há por enquanto respostas para questionamentos como onde fica a sua sede, quem é o seu responsável jurídico, qual foi o acordo celebrado com o prefeito e por que não houve consulta ao povo para saber se aprovava a obra.
Devido ser uma obra de última hora, a empresa trabalha fins de semana e até à noite para concluir antes da próxima gestão assumir. E essa pressa tem gerado, segundo populares, falhas de ordem técnica como a falta de drenagem adequada para não gerar alagamentos. A verdade é que não se entende o porquê da obra ser realizada apenas no último mês de gestão.
ASSESSORIA

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