sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Açude sangra no Sertão, porém pesquisadores preveem agravamento da seca

Uma barragem sangrou nesta quinta-feira (26) após uma chuva de 67,8 milímetros, desaguando no Açude da Cagepa, localizado no município de São José de Piranhas, no Sertão da Paraíba. Mais 19 cidades do Sertão e do Agreste do estado também receberam chuvas nesta quinta-feira, de acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Segundo os dados divulgados pela agência de meteorologia, além de São José de Piranhas, os maiores índices foram registrados em Bom Jesus, no Sertão da Paraíba, onde choveu 56,5 mm e em Cajazeiras, que recebeu 45,6 mm de chuva.
Choveu também em Monte Horebe (40,8 mm), Santa Helena (33 mm), Itaporanga (32 mm), Cachoeira dos Índios (28 mm), Serra Grande (27 mm), Piancó (26,4 mm), Sousa (12,6 mm), Bonito de Santa Fé (13,6 mm), Poço de José de Moura (11,3 mm), São Domingos de Pombal (9,2 mm), Pombal (8,3 mm), São Bentinho (7 mm), Cajazeirinhas (5,3 mm), Boa Ventura (5 mm), Malta (4,2 mm), Marizópolis (2,3 mm) e Diamante (2 mm).
A previsão para a sexta-feira (27), de acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas, é de nebulosidade variável, podendo ocorrer chuvas isoladas no Sertão do estado. A seca na Paraíba e na Região Nordeste, que já dura cinco anos, deve se agravar ainda mais no período de fevereiro a abril, de acordo com a Previsão Climática Sazonal. O documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
As previsões indicam que neste ano haverá menos chuvas na região, causando preocupação com o quadro hídrico. Segundo o documento, a tendência é que os reservatórios do Nordeste não tenham recuperação significativa durante a estação chuvosa, uma vez que as precipitações devem ficar abaixo da média histórica.
Os pesquisadores alertam para o “acentuado risco” de esgotamento da água armazenada em represas e açudes, entre novembro deste ano e janeiro de 2018, nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco. Pelo aumento do potencial de queimadas a partir de fevereiro, a estiagem na região do extremo norte da Região Norte também gera preocupação, especialmente nas áreas leste e nordeste de Roraima.
Isso deve ocorrer em função das temperaturas mais altas. A seca eleva o risco de focos de incêndio, que podem se alastrar por grandes áreas de floresta. “Se a cobertura vegetal diminui, o solo fica mais exposto e gera um aumento maior na temperatura.//

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