quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Forças Armadas não devem atuar nos presídios da Paraíba; agentes penitenciários falam em “tensão”

A Paraíba não deve receber homens das Forças Armadas que foram disponibilizados pelo Governo Federal para ajudar no combate à crise no Sistema Penitenciário do País.
Com uma população carcerária que chega a 11.393 presos e um efetivo de agentes penitenciários que não ultrapassa 1.800 profissionais, a situação nos presídios da Paraíba é considerada tensa pelo presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Manoel Leite de Araújo.
Segundo ele, a qualquer momento uma rebelião pode ocorrer nas unidades penais do Estado.O secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Wagner Dorta, disse que ainda não conversou com o governador para tratar sobre o assunto, mas acredita que devido ao efetivo de agentes penitenciários do Estado, não será necessária a solicitação.
Em entrevista Manoel Leite afirmou que a categoria está em alerta. “A tensão é grande e os grupos de operação estão em alerta. Existe superlotação em todas as unidades penais do Estado e o efetivo é pequeno para conter um levante de presos”, explicou.
Ela afirma que para garantira segurança nas prisões da Paraíba seria necessário pelo menos duplicar o atual efetivo de agentes penitenciários.
“O que aconteceu em Manaus também pode acontecer aqui, porque as cadeias estão superlotadas”, frisou. O presidente do Sindicato explicou que não houve qualquer convocação por parte da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para prevenir possíveis tumultos nos presídios.//

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