quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Na Política: Onde o dinheiro não resolver é porque foi pouco

E a compra de votos foi efetivada com sucesso no Senado. O plenário do Senado decidiu reverter a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e, com isso, pôs fim ao afastamento parlamentar do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que havia sido imposto pelos ministros da Corte no último dia 26.
Ou seja, onde o dinheiro não resolver é porque foi pouco. Com os votos de 44 senadores contra a manutenção das medidas cautelares e de 26 favoráveis, os parlamentares impediram o afastamento de Aécio, o seu recolhimento domiciliar noturno e reverteram a obrigação de entregar o passaporte. Não foram registradas abstenções.
Muito bem articulado e mostrando poder de influencia sobre os votos, Aécio ganhou um passaporte de volta ao paraíso. Também pudera. Quem estava decidindo seu futuro eram seus colegas de farda com o mesmo currículo, pois muitos ali também estão sob investigação e nesse meio político você já sabe, uma mão lava a outra. O PMDB, maior partido do Senado, com 22 senadores, entre eles, os paraibanos Raimundo Lira e José Maranhão, decidiu fechar questão e encaminhou voto favorável ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Outros partidos como PP, PR, PRB, PTC e PROS se manifestaram pelo voto “não”, ou seja, contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela manutenção do mandato do tucano.
Quando a justiça deixa de ter autonomia para uma decisão como essa e passa esse poder aos parlamentares, já sabemos o destino qual é! Hoje sabemos que muitos daqueles parlamentares estão sendo julgados, muitas pessoas tem provas [contra elas]. Um sujo e o outro é mal lavado popularmente falando. Então logicamente que existiu corporativismo nesta votação dando total poder aos senadores e não a polícia e justiça. Agora Aécio está livre,leve e solto para continuar suas ações à frente do Senado sabendo que sempre haverá uma mão amiga para lhe ajudar.
SB

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