terça-feira, 31 de outubro de 2017

Opinião: A popularidade de Lula e o jeitinho brasileiro de votar

A verdade é que realmente impressiona a vitalidade eleitoral do ex-presidente Lula, a julgar pelas pesquisas Datafolha e Ibope, esta publicada neste final de semana, mostrando o petista à frente na corrida para a Presidência. E ainda mais curioso é que, apesar da maioria dos brasileiros louvar a atuação do juiz Sérgio Moro, parece que não se incomoda com a condenação imposta por Moro a Lula. Continuam ovacionando o ex presidente ligando a figura apenas as coisas “boas” que fez.
O povo está esquecendo as malfeitorias petistas que acarretaram numa deficiência e desequilíbrio financeiro sem precedentes no nosso país. Segundo o Ibope, Lula vem com 35% da intenção de votos dos brasileiros, seguido à distância pelo deputado Jair Bolsonaro (15%) e Marina (com 11%).
Ainda segunda a pesquisa, o governador Geraldo Alckmin, o apresentador Luciano Huck, o prefeito João Dória e o ex-ministro Ciro Gomes viriam com percentuais entre 3% 3 5%. Ou seja, nesse cenário, Lula nada de braçadas.
Ou seja, os candidatos com melhor currículo e melhor postura comportamental na política parece que não é válido para a maioria da população. Ciro Gomes por exemplo sairia à frente de todos estes, se esse quesito fosse válido. PHD em Direito Financeiro, Ministro da Fazenda na época do plano real, Ministro de Ciencias e Tecnologias, Governador do Ceará, Prefeito de Fortaleza e nunca esteve envolvido com escândalos.
Mas como Lula diz, o povo vota de forma irracional. A pesquisa mostra outro detalhe relevante é que, havendo um eventual segundo turno, a disputa seria, de acordo com os números, seria entre Lula e Bolsonaro. De resultado imprevisível.
Afinal, não dá pra antecipar , na hipótese de Lula ser o candidato e os dois irem para o segundo turno, como os dois chegarão para o embate de uma eventual prorrogação. Também não dá para enraizar a idéia porque o futuro de Lula é incerto. Se a Lei da ficha Limpa, que é de iniciativa popular for coerente, ele não vai ser candidato, nem tampouco votar em alguém, pois a Lei barra também a cidadania eleitoral.
SB

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