quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Opinião: A Seca nos açudes e um governo paralítico

Açudes do Sertão seguem rumo ao colapso e esperança vem do São Francisco apenas. Não há outra opção, aos sertanejos paraibanos tendo em vista que o Governo Estadual vira as cotas para a situação calamitosa.
O Governador preocupa só em decretar estado de emergência visando adquirir recursos e ajuda federal , mas não socorre os municípios como deveria. Adutoras de engate rápido, recuperação de mananciais e até operações mais ágeis fogem da pauta desse governo paralítico e sem criatividade.
As cidades abastecidas pelos açudes Coremas e Mãe D’água por exemplo aos poucos começam a se preocupar mais com a questão da ausência de chuvas nessa região do Sertão. Com precipitações abaixo da média nos últimos meses, a segurança hídrica dos reservatórios fica em xeque. A expectativa do nosso povo, é de que as chuvas de janeiro possam melhorar a realidade caótica dos municípios, mas até lá a situação é alarmante. Atualmente, o açude de Coremas, que tem uma capacidade de 591.646.222 m³, acumula apenas 6% do volume total, e está na listas dos reservatórios em situação de observação.
Já o de Mãe D’água, que tem capacidade de 567.999.136, está com 4,27% de água, sendo um dos 49 açudes do estado em situação crítica.Esses reservatórios abastecem os municípios de Cajazeirinhas, Pombal, Vista Serrana, Paulista, Catolé do Rocha, Brejo do Cruz, Belém do Brejo do Cruz e São Bento e atendem cerca de 200 mil habitantes.
A situação do Sertão é preocupante também quando colocamos em destaque algumas cidades que não tem nenhum suporte hídrico, como a cidade de Princesa Isabel. Sem açude, recebe ajuda da Adutora do Pajeu, que trás água do São Francisco, porém muito mal distribuída. Mas os princesenses tem gratidão pela ajuda que minimiza o sufoco instalado.
O abastecimento só acontece por este caminho. Mas se algum problema maior acontecer na distribuição ou setor operacional da Adutora que vem de Pernambuco e nos faz caridade, a situação da população volta a ser assustadora. Não temos açude, nem tampouco expectativas de construção de um novo manancial. E o futuro de Princesa? Ninguém se preocupa?
O Estado gasta milhões em rodovias recuperando buracos, mas não vê a questão hídrica como uma necessidade fundamental para a garantia de qualidade de vida das pessoas dessa região. Não tem chovido no Sertão e já são sete meses chovendo abaixo da média. Se daqui para lá não melhorar isso, Princesa volta ao caos de 2014 quando a cidade ficou totalmente sendo abastecida por carros pipa.
SB

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