terça-feira, 21 de novembro de 2017

A transposição e o palanque 2018

Uma obra contra a seca imaginada no século 19 virou realidade, pelo menos em parte, quando um dos dois eixos da transposição do rio São Francisco foi inaugurado em março deste ano. Embora a súplica tenha sido exagerada com tanta demonstração de sofrimento após muitas percas do povo nordestino. Foi preciso derramar sangue para esta obra acontecer. Uma equipe de reportagem do Globo Natureza percorreu esse eixo, de ponta a ponta, pra mostrar o que mudou no campo e nas cidades da região, agora banhada pelas águas do Velho Chico. A realidade é outra. O sofrimento tem diminuído. A transposição tem dois eixos.
O norte, que não está pronto, vai captar agua na divisa da Bahia com Pernambuco e abastecer rios do Ceará, rio grande do norte e paraíba.O eixo leste, foi inaugurado em março passado e já está funcionando. A captação é feita um pouco abaixo e o eixo alimenta rios e açudes do cariri paraibano e irá levar água para quase 100 municípios de pernambuco. São 217 quilômetros de canais, aquedutos, cânions escavados na rocha, um túnel, seis estações de bombeamento e 12 reservatórios que regulam o volume de água. A água passa direto por muitas cidades de Pernambuco que hoje não podem usá-la. O eixo segue direto para a Paraíba.
O fim da linha é a cidade de Monteiro, onde a água é despejada para encher o rio Paraíba. O ponto de desague é atração turística. Há anos não se via tanta água.A água da transposição do rio São Francisco já melhorou a vida de muita gente, mas também trouxe frustrações e disputa pelo seu uso.
Muitos usarão em palanques em 2018 o discurso de benfeitoria pela obra. Mas espera-se que o povo não se contente a acreditar que já está bom demais o que foi feito e que não precisaremos de mais nada.
Toda e qualquer obra pública não pode ser vista como um favor e entrar no cenário político como o diferencial para eleger candidatos. Não mesmo!! Devemos votar pelo que vai apresentar maior capacidade de administrar todo o nosso dinheiro fazendo ações duráveis e não emergenciais. Pois medidas de emergência só servem para manter o povo agarrado ao pé do político fazendo com que o problema nunca deixe de existir.

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