segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Com poemas inéditos, Cora Coralina completaria 130 anos


Cora Coralina completaria 130 anos no próximo dia 20. A mulher que estudou apenas até a terceira série do curso primário criou versos preciosos. Tornou-se o maior nome da literatura goiana e uma das mais admiradas poetisas brasileiras, apesar do início tardio na carreira.

Nascida no ano de 1889 e batizada Anna Lins dos Guimarães Peixoto, começou a publicar os seus trabalhos quando tinha 75 anos. As letras eram um passatempo, ganhava a vida como doceira.

 Os delicados versos levaram Cora e sua cidade natal, Goiás Velho, para o mundo. Seus textos falam da vida simples na primeira capital do estado onde está o quadrilátero da nova capital do país. Obra extensa e ainda não completamente divulgada. A única filha viva da autora, que mora em São Paulo, guarda cadernos originais e inéditos da mãe. Alguns escritos a lápis. Tesouro tornado público de tempos em tempos, a conta-gotas. Mas outras relíquias da escritora estão à mostra na sua terra, Goiás Velho.

Aqui, separo para vocês leitores do BLOG, meu poema preferido da autora.

Saber Viver

Não sei…
se a vida é curta
ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura…
enquanto durar.

Por Sabrina Barbosa

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