segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Em entrevista, João Azevêdo diz que Consórcio do Nordeste não visa oposição a Jair Bolsonaro

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB) comentou na imprensa sobre o cancelamento de recursos do governo federal que já estariam garantidos para duas grandes obras no estado: uma  barragem e a dragagem do principal porto da Paraíba.
Imagem: Francisco Franca/Secom
Em tom de lamento, João Azevêdo destacou que o governo não assinou nenhum convênio com a Paraíba neste ano e frisou que é preciso desarmar o palanque montado em 2018. "A lógica fica sempre um pouco na lógica do palanque. Parece que a eleição não terminou. Fica essa discussão de 'nós contra eles', quem é favor ou contra, um Flamengo e Fluminense que não nos interessa. Não me interessa esse tipo de disputa", disse ao jornalista Carlos Madeiro, em Maceió.
Para Azevêdo, as falas de Bolsonaro não são motivo de preocupação pessoal, mas ele cobra um tratamento republicano com a Paraíba. "Vou continuar cobrando tratamento republicano que nosso povo do estado merece. São 4 milhões de habitantes, eles têm direito", diz.

O governador da PB destacou que não há uma separação dos governadores do Nordeste  com o país, como citou o presidente. "Fico pensando quando ele descobrir o consórcio do Brasil Central, o consórcio da Amazônia Legal; que os estados do Sul e Sudeste também estão se organizando para criarem os seus consórcios", destacou.

Com o slogan "O Brasil que cresce unido", o Consórcio Nordeste reúne os nove estados da região. A ideia é realizar uma série de investimentos em conjunto, como a criação de uma central de compras, e fechar parcerias com entidades internacionais. Outra proposta é tentar contratar médicos estrangeiros para atuar na região. 

Por Sabrina Barbosa com Carlos Madeiros (Maceió/UOL)

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