quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Exame ginecológico não toca clitóris: saiba identificar o abuso médico

ESTILO DE VIDA

O blog separou algumas dicas e informações básicas para ajudar você mulher a identificar quando pode estar sofrendo abuso ao ir ao ginecologista, que já não é nem de perto a situação mais confortável, principalmente quando o médico é homem.
Comece a questionar caso o profissional peça para você ficar em posições desnecessárias, fora dos exames padrão.

Lembre-se que a paciente pode exigir a presença de um profissional de saúde -- de preferência, mulher -- para acompanhar o exame e um familiar também pode acompanhar a análise. Caso o médico negue a presença de um acompanhante ou o hospital não ofereça um profissional que esteja presente, a paciente pode recusar o tratamento.

O mais importante! Em algum exame ginecológico há toque no clitóris? Ou estimulação do clitóris? Não. A análise do clitóris é rara em um exame ginecológico. Mesmo se houver uma queixa da paciente, o médico não toca no clitóris. Nestes casos, a avaliação é visual e serve para detectar lesões ou anomalias. O que pode acontecer é o médico afastar os lábios da vulva para fazer o exame visual. Mesmo assim, não há estímulo, toque ou qualquer movimentação no clitóris. Acariciar, nem pensar.

O ginecologista pode tocar minhas mamas? Sim. Além do toque vaginal, a rotina inclui exame das mamas para detectar nódulos ou corpos estranhos. O médico faz um toque com a palma do mão nas laterais dos seios e uma leve pressão com os dedos nos mamilos para detectar, por exemplo, secreções que indicam câncer de mama. Não são utilizadas a boca, o olfato ou qualquer outro método para a análise das mamas.

O médico pode usar ferramentas que eu não conheço para o exame? Sim. Antes de tudo, o médico deve dizer o nome e explicar a função de cada instrumento. O mais comum é o espéculo, que abre o canal vaginal e permite a avaliação visual do colo do útero e também a introdução do exame de toque.


É preciso usar o dedo para o exame de toque vaginal? Sim. Podem ser usados dois dedos: o indicador e o médio. A paciente fica sempre em posição ginecológica enquanto a outra mão do médico encosta na barriga. Os dedos são introduzidos no canal vaginal até atingir o colo de útero e deve ser rápido o suficiente para analisar a integridade do colo, vagina, bacia e o toque bimanual (onde a outra mão do médico comprime a barriga da paciente) para avaliação de ovário ou útero.  

A última orientação, é, pesquise sobre o médico. Consulte outras pacientes e dá um Google no nome dele para ter certeza da experiência e ter mais confiança na hora da consulta. Boa sorte e se cuide.

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