terça-feira, 20 de agosto de 2019

Paraíba é destaque no uso medicinal da maconha e temática vira disciplina em cursos da UFPB


A Paraíba vem se destacando nas temáticas voltadas ao uso medicinal da maconha. A expressão se deve  por vários motivos. Além dos estudos desenvolvidos e a autorização inédita no Brasil de permitir uma Associação cultivar a maconha (cannabis) para fins medicinais, a UFPB vai criar uma disciplina voltada à temática.


O Consepe - Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, da UFPB aceitou a criação da disciplina sobre o uso medicinal da maconha para os alunos dos cursos de medicina, biomedicina e farmácia. A aprovação foi unânime e já começam os estudos neste segundo semestre no campus.

A nova disciplina Sistema Endocanabinoide e Perspectivas Terapêuticas da Cannabis Sativa e Seus Derivados, vai trabalhar conhecimentos sobre o Sistema Endocanabinoide e sua relação com diversas doenças, além de ampliar os estudos farmacológicos sobre os canabinoides (endógenos e exógenos), com ênfase nas manifestações clínicas, tratamento e possíveis interações medicamentosas.

Os estudos poderão ser ampliados futuramente para outras extensões acadêmicas, como campus de outras cidades.

Na Paraíba, a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace),foi a primeira entidade no Brasil a conseguir  autorização judicial do cultivo da maconha para uso medicinal. A ONG, que fica na Zona Norte da capital, planta desde 2017 a maconha e produz medicamentos que já ajudaram centenas de famílias. A instituição tem mais de 700 pacientes ativos.

Doenças em que a maconha medicinal pode atuar

EPILEPSIA
O CBD aumenta a carga de anandamida em áreas da massa cinzenta. Ao se ligarem a receptores celulares, essas moléculas reduzem a superativação de circuitos nervosos, que acarreta as convulsões.

ANSIEDADE
Combinados, CBD e THC agem em duas frentes. O primeiro eleva a concentração de anandamida no hipotálamo, no hipocampo e na amígdala. O segundo ativa os receptores no córtex pré-frontal e (de novo!) na amígdala e no hipocampo.

ESCLEROSE MÚLTIPLA
Tanto o THC como o CBD participam aqui. Ao interferir em regiões que controlam a dor, bem como os movimentos (caso do cerebelo), inibem a passagem dos impulsos por trás de desconfortos, espasmos e rigidez muscular.

DOR CRÔNICA
O corpo tem receptores para os canabinoides tanto no cérebro como nos nervos periféricos. Ao se ligarem a eles em áreas específicas, as moléculas da maconha diminuem a transmissão dos sinais dolorosos.

Por Sabrina Barbosa


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