sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Ibama diz que substância escura encontrada em praias de João Pessoa e de seis estados do Nordeste é petróleo cru; a mancha atinge 16 áreas do litoral da PB


A mancha de óleo que atingiu o litoral do Nordeste chegou a 16 localidades da Paraíba, de acordo com o balanço mais recente divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que monitora a situação desde o dia 2 de setembro. A mancha chegou a quase todos os estados do Nordeste, com exceção da Bahia. Ao todo, 105 localidades de 48 municípios foram atingidas.

Até agora, já há registro da mancha nas cidades de Pitimbu (Praia Bela), Conde (Tambaba, Praia do Amor, Praia de Gramame, Praia de Jacumã), João Pessoa (Tambaú, Cabo Branco), Cabedelo (Intermares, Praia do Poço, Praia de Camboinha, Praia Formosa), Mataraca (Barra do rio Camaratuba) e Rio Tinto (Barra do Mamanguape, Campina, Lagoa de Praia, Oiteiro).

Uma investigação do Ibama, com apoio do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e da Petrobras, aponta que o petróleo que está poluindo todas as praias é o mesmo. Trata-se de petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo, como gasolina e outros. Contudo, a sua origem ainda não foi identificada. Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil.

Mesmo sendo de origem estrangeira, os responsáveis estão sujeitos a multas de até R$ 50 milhões, em conformidade com a Lei de Crimes Ambientais, Lei 9.605/1988. O Ibama informou que requisitou apoio da Petrobras para atuar na limpeza de praias. Nos próximos dias, a empresa disponibilizará um contingente de cerca de 100 pessoas.

O Ibama orienta as pessoas que identificarem manchas de óleo em alguma praia a entrarem em contato com a prefeitura do local e com o instituto por meio da Linha Verde, no número 0800618080.

Orientações – Animais já são vítimas dessa poluição. O atendimento aos animais com óleo segue protocolos técnicos nacionais e internacionais e é realizado por profissionais que passam por treinamentos e têm autorizações específicas. Dessa forma, são resguardadas a segurança e a salubridade do animal, dos profissionais e a da população. Quem localizar um animal prejudicado pela mancha de óleo deve entrar em contato com o Ibama de sua região e não devolver o animal ao mar.
 MaisPB


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