quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Médicos da UPA de Princesa Isabel pedem demissão por redução de salários e aguardam posicionamento da SES


Após a finalização dos contratos com as Organizações Sociais que administravam serviços de saúde do Estado, 13 médicos pediram demissão da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), em Princesa Isabel, no sertão, por redução de salário e falta de pagamentos.
Com os escândalos de corrupção denunciados pela Operação Calvário,  o Governo do Estado rescindiu o contrato com a Empresa Acqua e com isso houve a redução do salário de todos os funcionários da UPA (médicos, equipe de enfermagem, administração, recepção, serviços gerais).
Os profissionais encaminharam uma carta aberta à Secretaria Estadual da Saúde, explicando a situação e questionaram a falta de esclarecimentos do órgão sobre salários atrasados.
“Nosso questionamento é que antes, o Estado repassava o dinheiro para uma organização social, que era responsável por pagar nossos salários. Agora que não tem mais organização social (instituição atravessadora), nosso salário diminuiu, em alguns casos pela metade. Diminuiu o salário, mas a escala de trabalho é exatamente a mesma.Como explicar isso? Se vai pagar diretamente ao funcionário, porque não pelo menos manter o que cada funcionário recebia?”, diz trecho da carta.
Os médicos estão sem receber os salários de fevereiro e março de 2019 e os funcionários não receberam a rescisão de contrato que tiveram em março de 2019, quando a empresa ABBC saiu e a empresa Acqua entrou na administração da UPA de Princesa Isabel.
“13 médicos já se demitiram. Temos certeza que as outras categorias não fizeram o mesmo por questão de necessidade e fragilidade. Estamos dispostos a conversar com a Secretaria Estadual de Saúde sobre nossa situação”, diz trecho da carta.

SB


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