segunda-feira, 29 de julho de 2019

Pequenos, mas perigosos. Doenças transmitidas por mosquitos causam milhões de mortes por ano


Estudos, relatórios e notícias mostram a capacidade que um mosquito tem, de transportar e transmitir doenças causando milhões de mortes anualmente ao redor do mundo.

De acordo com boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde, dengue, zika e chikungunya foram responsáveis por matar mais de 1300 pessoas em 2016,2017 e 2018, e já somam mais de 244 mil possíveis casos só no primeiro semestre de 2019.

Mesmo com esses dados, a febre amarela é o problema mais perigoso espalhado pelos insetos voadores. Segundo o cientista português Nuno Faria, um dos maiores especialistas em doenças tropicais do mundo, apesar de ser a doença que apresenta o maior número de mortes, a febre amarela também é a única para qual conseguimos nos proteger de forma mais segura, porque existe vacina.

A dengue, doença que causou os primeiros surtos no Brasil na década de 1980, é classificada como a segunda mais preocupante pelo especialista. Isso por que o vírus tem alta capacidade de reprodução e diferentes linhagens, além de apresentar um aumento de mais de 300% no Brasil em 2019 em comparação último ano.

Em junho, dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), apontavam que a Paraíba havia registrado 5.168 casos prováveis de dengue em 2019. Em relação ao mesmo período de 2018, quando houveram 4.604 notificações, foi constatado aumento de 12,25% no número de registros.

Os vírus da zika e chikungunya também são perigosos, mas apresentam taxas de mortalidades muito menores. O vírus da zika é particularmente perigoso para mulheres grávidas, porque pode resultar em bebês com microcefalia; enquanto o chikungunya têm consequências em longo prazo -- o infectado pode sentir dores durante meses ou até anos.

Os casos de chikungunya na Paraíba também apresentaram alta em relação ao ano anterior, onde segundo a SES, passando de 401 notificações para 453, representando um aumento de 12,97% no número de ocorrências.

Por outro lado, os casos prováveis de doença aguda pelo vírus zika tiveram uma pequena redução, de 2,32%, com um número que caiu de 129 em 2018 para 126 este ano.

Entre os municípios paraibanos com maior incidência das três doenças, conforme a SES, estão Teixeira, Maturéia, Princesa Isabel, Taperoá e São José de Princesa, no alto sertão do estado.

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