segunda-feira, 16 de setembro de 2019

“Direitos Humanos vai tratar vítimas de crimes, corrupção e água no governo Bolsonaro”, garante o secretário Sérgio Queiroz







A Secretaria de Proteção Global (SPG) é um órgão que cuida de diversas pautas importantes para o Ministério da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos, da ministra Damares Alves. O paraibano Sergio Queiroz, ex-procurador da Fazenda Nacional com 25 anos de experiência no serviço público, é quem comanda a SPG e tem a responsabilidade de cuidar desses temas sensíveis ao ministério – tais como o acolhimento de imigrantes venezuelanos, a proteção de testemunhas de crimes, a defesa da liberdade religiosa e de expressão e o combate à tortura.

Em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, Queiroz afirma ser necessário um "reequilíbrio no discurso sobre direitos humanos". Nos últimos anos, segundo ele, houve um foco muito grande em pautas encampadas por militâncias na esfera pública, e os direitos humanos mais elementares, como o acesso à água e ao saneamento básico, foram deixados de lado.

Outras preocupações da nova gestão são a mudança na visão de que direitos humanos são só para bandidos (buscando formas de proteger as vítimas de crimes) e a abordagem da corrupção sob a ótica dos direitos humanos – ou seja, como ela afeta os direitos básicos dos cidadãos.

Queiroz acredita que sua visão de mundo cristã – ele é evangélico, membro da Igreja Batista – não atrapalha, mas sim favorece uma preocupação legítima com os direitos humanos.

Ele cita o exemplo de Martin Luther King e Madre Teresa de Calcutá, cristãos que lutaram pelos direitos humanos, e lembra o legado histórico deixado pelo cristianismo para a reflexão sobre os direitos humanos.

"Algumas correntes tentam calar a expressão pública da fé dos gestores como se, por serem gestores, não pudessem ter uma expressão pública da fé. Isso sim é uma afronta à Declaração [Universal] dos Direitos Humanos", afirma.

Por Sabrina Barbosa com Gazeta do Povo

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