quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Motorista de Uber não tem vínculo empregatício com aplicativo, diz STJ


STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu por unanimidade que não existe vínculo empregatício entre a Uber e os motoristas: eles são empreendedores individuais, não funcionários da empresa. Além disso, eles deverão levar futuras disputas legais a um tribunal da Justiça Cível, não à Justiça do Trabalho. Ou seja, eles não podem reivindicar direitos na justiça trabalhista.


“Os motoristas de aplicativo não mantêm relação hierárquica com a empresa Uber porque seus serviços são prestados de forma eventual, sem horários pré-estabelecidos e não recebem salário fixo, o que descaracteriza o vínculo empregatício entre as partes”, escreveu o ministro Moura Ribeiro em sua decisão.

Ribeiro explica que a economia compartilhada é uma nova modalidade na qual os aplicativos de empresas de tecnologia servem de intermediários para quem quer prestar serviços a outras pessoas.

“Os motoristas atuam como empreendedores individuais, sem vínculo de emprego com a empresa dona da plataforma”, diz o ministro. Dessa forma, a Uber não será obrigada a pagar direitos trabalhistas aos motoristas, como aviso prévio, férias, FGTS e multa rescisória.

Além disso, o STJ definiu que a Justiça Cível é a responsável por resolver disputas entre a Uber e os motoristas — esses casos não devem ir para a Justiça do Trabalho. Todos os ministros que integram a Segunda Seção do STJ concordaram com a decisão, que foi tomada na semana passada e se tornou pública nesta quarta-feira (4).


Por Sabrina Barbosa com EBC

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